16 junho, 2009

noite blue


Sua concha soa
Como blues destoante
No canto da noite
Seu olhar puxado
Me puxa, me atira
No desejo incompleto
De te permear
De versos
Outra vez ao menos
Porque às vezes
É tão pequeno viver
Que de sentido
Nos perdemos
E naquela noite
Quando o sol nasceu
Eu sabia mais do mundo
Que qualquer golfinho
Que até felicidade
Era sentida
Entre a pele e o (puro) desejo
De se distrair
Deve ser para poucos
O que sentimos
Ou será que encenamos
Que era pequena e banal
Sua trouxa boca
Que me pretendia toda
E meu doce desespero
Em ser devorada
De amor e larva
Naquela noite louca
Em que nasceu o dia
Entre nós?


2 comentários:

Carla Mota disse...

não seria melhor:
em ser devorada
de amor e lama?

chafurdamentos desesperançosos.
hunft! (isso foi uma lamentação)

Tati Tavares disse...

...lama alvarinha...